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Largo da Pólvora, Belém Foto publicada na página 896 da obra Impressões do Brazil no Seculo Vinte, de 1913 |
Um volume precioso para se avaliar as condições do Brasil às vésperas da Primeira Guerra Mundial é a publicação Impressões do Brazil no Seculo Vinte, editada em 1913 e impressa na Inglaterra por Lloyd's Greater Britain Publishing Company, Ltd., com 1.080 páginas, mantida no Arquivo Histórico de Cubatão/SP. A obra é ricamente ilustrada (embora não identificando os autores das imagens), incluindo estas fotos.
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Estrada de Nazareth, Belém Foto publicada na página 898 da obra Impressões do Brazil no Seculo Vinte, de 1913 |
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Bonde passando defronte à Igreja da Sé, em Belém Foto publicada na página 900 da obra Impressões do Brazil no Seculo Vinte, de 1913 |
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Foto cedida pelo pesquisador norte-americano Allen Morrison, de New York/EUA |
A primeira empresa de bondes na capital paraense foi organizada em 1868 pelo cônsul dos Estados Unidos em Belém, o industrial James Bond. Por isso, historiadores locais afirmam que o nome dele foi a origem da palavra "bond", aportuguesada como "bonde", para designar tais veículos.
A Linha de Nazareth, primeira linha de bonde Belém, e uma das primeiras à vapor no Brasil, ligando o Largo da Sé ao Largo do Nazaré, foi inaugurada em 1/9/1869, com bitola de 1.435 mm, usando três locomotivas e dois carros de passageiros.
Bond vendeu seu sistema em 1870 a Manoel Bueno, que formou a Companhia Urbana de Estrada de Ferro Paraense. No mesmo ano a Companhia de Bonds Paraense inaugurou sua primeira linha de bondes com tração animal, em bitola de 750 mm. No ano seguinte a Companhia Urbana inaugura o primeiro trecho da Linha do Marco até São Brás. Em 1883 já existiam 30 km de linhas, entre bondes a vapor ou com tração animal.
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Foto cedida pelo pesquisador norte-americano Allen Morrison, de New York/EUA |
A Companhia Urbana assumiu todo o sistema em 1894 e contratou a Siemens & Halske, de Berlim (Alemanha), para instalar a iluminação pública e um sistema de bondes elétricos. Mas os alemães só fizeram a primeira parte.
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Praça Portugal, em cartão postal de 1948 Foto: acervo do pesquisador Marcello Tálamo |
O sistema de bondes elétricos de Belém permaneceu britânico em toda a sua existência, inclusive observando regulamentos rígidos, como o de que um veículo de primeira classe não poderia parar para um passageiro vestido inapropriadamente ou de forma incompleta.
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Avenida 15 de Agosto, em cartão postal de 1948 Foto: acervo do pesquisador Marcello Tálamo |
Mas, ao contrário dos veículos de Manaus, os bondes elétricos em Belém trafegaram sempre pelo lado direito, nas vias de mão dupla.
Em 1940, vinte bondes fechados foram adquiridos em segunda-mão de Cardiff (em Wales, na Grã-Bretanha). Eles eram os únicos que um visitante encontraria rodando em Belém em 1946. O sistema de bondes dessa cidade paraense foi o primeiro grande sistema brasileiro a fechar, o que ocorreu por razões financeiras, em 27/4/1947.
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